Conheça Luníco, o cantor que mistura MPB, rock e hip-hop para contar histórias de identidade e pertencimento

Cantor, compositor e violonista brasileiro, Luníco constrói sua trajetória artística guiado por uma busca profunda de expressão e significado. Nascido na periferia de São Paulo, no Jardim Patente, e atualmente residente em Santos, o artista desenvolve um trabalho marcado por forte identidade poética, crítica social e diálogo com diferentes matrizes musicais.

Sua obra reúne referências da MPB, do rock, do hip-hop, do samba, do blues e de outras sonoridades brasileiras contemporâneas, compondo uma linguagem própria, urbana e atravessada por experiências de deslocamento, ancestralidade e pertencimento. Em sua produção, ecoam influências da Baixada Santista, da canção brasileira e de vivências acumuladas entre Brasil, Portugal e Itália.

Desde cedo, Luníco encontrou na música um caminho de expressão. A influência do pai foi fundamental nesse processo, despertando nele não apenas o interesse pela criação musical, mas também um reencontro com suas próprias raízes e identidade. Em sua obra, a música de apresenta como espaço de investigação das experiências humanas, com a intenção de tocar o público por meio de uma escrita poética e performance intensa.

Ao longo dos anos, essa relação com a música se tornou também uma forma de compreender o mundo. Como o próprio artista costuma dizer, sua missão na música é o mundo — e sua missão no mundo é a música.

Travessia Incerta: um álbum sobre transformação

A estreia de Luníco em estúdio ganhou forma com o lançamento do álbum Travessia Incerta (2024), criado em colaboração com o artista português Monki Lao. Das dez faixas do disco, seis são autorais do artista.

O trabalho propõe uma jornada sonora e emocional que dialoga com experiências de deslocamento, transformação e busca por autoconhecimento. Gravado em Portugal, o álbum também reflete o momento de transição vivido pelo artista naquele período, marcado por sua experiência na Europa e pelo retorno ao Brasil.

Curiosamente, o conceito do álbum não surgiu de forma planejada: ele foi sendo descoberto ao longo do próprio processo criativo, guiado pelas emoções e intuições do artista. Musicalmente, o trabalho apresenta uma abordagem experimental, transitando por diferentes camadas sonoras e referências.

Essa diversidade reflete também a identidade artística de Lunico, que incorpora diferentes instrumentos, paisagens sonoras e elementos simbólicos ligados à natureza, ao íntimo e ao nosso imaginário.

A dualidade é uma das marcas centrais de sua criação: um artista capaz alternar leveza e contemplação com reflexões intensas e profundas sobre questões humanas e sociais.

Entre os destaques do álbum está o single “Espanta Males”, que traz uma energia vibrante e uma atmosfera de sagacidade e malandragem, exalando energia e evocando força interior. A faixa apresenta um ritmo marcado e dançante, dialogando com referências do maracatu e do manguebeat.
Outras canções exploram dimensões mais introspectivas. Em “Jungle Mia”, v o mar é metáfora para o mergulho interior e a busca por liberdade, representando o reconhecimento da própria potência. Já “O Infinito a Olhos Nus” percorre caminhos contemplativos, convidando a ver beleza e simplicidade, mesmo nos momentos de maior escuridão.

O álbum também abre espaço para críticas e observações sobre o mundo. Na faixa “Castiçal Vermelho”, Luníco aborda questões políticas e sociais, nos ressaltando a arte como ferramenta de reflexão e transformação. Em “Stanley II”, o artista constrói uma narrativa que remete ao seu processo de transformação e reinvenção para uma nova identidade. Já “Devagar, Eu Vou” carrega uma atmosfera de renovação e transição, marrcando o desfecho simbólico desse ciclo e da travessia.

Desde o lançamento em maio de 2024, o álbum já soma quase 70 mil streams nas plataformas digitais e conta com cerca de 6 mil ouvintes mensais no Spotify. O single “Espanta Males” ultrapassou a marca de 50 mil reproduções e reúne mais de 2 mil salvamentos em playlists, consolidando o primeiro projeto autoral de Luníco.
Novos caminhos e reconexão
De volta ao Brasil desde 2024, Luníco agora concentra-se na reconstrução da sua trajetória artística em solo nacional. Seu repertório nasce de experiências de deslocamentos, memórias, afetos e reinvenção, ao mesmo tempo que busca fortalecer a reconexão com sua ancestralidade e valorizar a cultura do seu país.
Seguindo sua trajetória marcada por inquietação criativa, Luníco já trabalha em seu próximo projeto musical. O artista prepara um novo álbum, que promete aprofundar ainda mais as reflexões e experimentações sonoras presentes em sua obra.

Enquanto essa nova etapa se desenha, Travessia Incerta permanece como um convite para acompanhar o desenvolvimento de uma jornada artística que une música autoral brasileira, poesia, presença cênica e diversidade de referências, consolidando a identidade única do artista.

Ouça o artista no Spotify:

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